Festival internacional
de fotografia e artes visuais

Exposições - Seção oficial

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Angélica Dass, Humanæ, 2012 © Angélica Dass

Angélica Dass. Humanae

Angélica Dass

Praça Rotary

Rua Major Sertório, s/n, esquina com a rua Doutor Vila Nova, Vila Buarque
Telefone: 3129 4249
Segunda a domingo: 6:00 h às 20:00 h
 

Datas: 23 de outubro - 25 de janeiro

Curador: Juan Valbuena

Humanae é um projeto em desenvolvimento de Angélica Dass (Rio de Janeiro, 1977) que pretende implantar um inventário cromático dos diferentes tons da pele humana. Posaram para ela voluntários que conheceram seu projeto e decidiram dele participar. Não existe uma seleção prévia dos participantes nem se atende a epígrafes de classificação referentes a nacionalidade, gênero, idade, raça, classe social ou religião. Nem há uma intenção explícita de terminá-lo em uma data específica. Está aberto em todos os sentidos e incluirá a todos aqueles que quiserem formar parte de este colossal mosaico global. Somente se alcança o limite ao completar a totalidade da população mundial.

Poucas vezes foi feita uma taxonomia fotográfica nestas proporções. Quem precedeu a Angélica Dass foram personagens do século XIX que, por diferente motivos – policiais, médicos, administrativos, antropológicos -, pretendiam usar as fotografias para estabelecer, a partir do poder, diversos tipos de controle social. O mais conhecido são os retratos de identidade iniciados por Alphonse Bertillon e utilizados agora universalmente. No entanto, essa taxonomia iniciada por Angélica, utilizou o formato das Guías PANTONE®, que desativa qualquer pretensão de controle ou de estabelecimento de hierarquias em função da raça ou da condição social.

Estas Guías se tornaram um dos principais sistemas de classificação de cores, que são representadas por meio de um código alfanumérico, o que permite recriá-los com precisão em qualquer suporte: é um padrão técnico-industrial. O processo seguido em Humanae também é sistemático e rigoroso: cada retrato fica sobre um fundo pintado com um tom de cor idêntico a uma mostra de 11x11 pixels extraída do rosto do fotografado. Alinhados como nos famosos mostruários, a horizontalidade não é apenas formal, mas também é da ordem ética. Assim, sem sobressaltos, com a extraordinária simplicidade desta metáfora semântica, Angélica Dass dilui a falsa superioridade de algumas raças sobre as outras. É o suficiente para um deslocamento do contexto sociopolítico do problema racial a um meio inócuo, o das Guías, onde as cores primárias têm exatamente a mesma importância que as mescladas.

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